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segunda-feira, 22 de março de 2010

Café & Literatura


Pra mim o café e um bom livro são combinações perfeitas e para estudar também. Não sei explicar, mas parece que uma xícara de fumegante café abre caminhos para as ideias passarem e se multiplicarem... Fiquei surpresa ao constatar num blog uma pesquisa feita com escritores e suas manias para escrever: o bom café estava lá em uma grande quantidade de respostas. Confiram, vale a pena saber em que condições são escritas as histórias que nos "enredam" tanto!



Alguns depoimentos:


Fabrício Carpinejar, autor de Canalha!“Não consigo escrever sem camisa. É como desrespeitar a imaginação. Eu me sinto travado. Meu melhor período é de manhã. Na tarde, leio outros livros. Na noite, reviso meus originais. Eu me sustento com café. Fico isolado no fundo do pátio, num bunker, artefando a linguagem. Sou disciplinado. Na hora de algum bloqueio, faço faxina da grossa, com detergente e enceradeira. Volto cansado ao computador, sem vontade de mentir. Rabisco caderninhos, mas são os apontamentos que nunca leio. Adivinho o que escrevi lá. Os filhos não me atrapalham, podem conversar e perguntar que mantenho a costura da pele.”
Carlos André Moreira, autor de Tudo o que fizemos“Como me dedico a escrever no que sobra de tempo da carreira de jornalista, meu horário é o que eu conseguir separar para sentar em frente ao computador – que fica no quarto, não tenho um gabinete especial em casa. Mas já notei que rendo melhor madrugada adentro e não durante o dia. Escrevo – e também trabalho como tradutor – depois de fazer uma xícara de café, trazê-la para a escrivaninha e colocá-la ao lado do monitor (onde podem ser vistos também alguns carrinhos Hot Wheels que tenho há muitos anos e que gosto que decorem o ambiente). A escrivaninha é uma bagunça, com pilhas de livros e CDs de rock em volta – na primeira meia hora, ouço música quando estou escrevendo. Depois desligo e continuo só com o som ou silêncio da vizinhança.”

Cintia Moscovich, autora de Por que sou gorda, mamãe? “Basicamente, não consigo escrever com nenhuma peça de roupa me apertando. Nem com barulho, uma creche se mudou para a casa ao lado da minha e tenho vivido o inferno. Mas, no mais, eu tenho alguns hábitos, sim, que aplico depois das cinco e meia da tarde, quando o raio da creche fecha. Pode parecer engraçado, e de fato é, mas o ambiente em que estou tem que estar agradável, nem frio nem calor, nada que me tire o foco de concentração. Sempre tenho um copo de água à mão. Quando sinto os olhos cansados, paro de escrever e tomo café. Quando a coisa fica preta, que nada me sai, faço uma dobradinha poderosa, café e chocolate. O café tem de ser recém-passado e o chocolate pode ser substituído por algum doce, importa é o açúcar. Fico na boa, beleza de doping engordativo, até me ocorrem idéias. O melhor de tudo é quando consigo andar de bicicleta ou fazer ginástica antes de escrever. Banho de endorfina e outros hormônios ajudam a relaxar e a pensar. Quando estou no desespero, coloco perto de mim um óculos que pertenceu a meu pai. Uma muleta afetiva das boas. Recomendo.”

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